27/04/2026 - Equipes do HGG participam de formação para monitoramento da qualidade da água utilizada em hemodiálise



Assistência da unidade deve garantir verificações diárias para manter a água com pH neutro, sem cloro e outros contaminantes presentes na água potável

As equipes do Centro Estadual de Atenção ao Diabetes - CEAD e do Centro de Terapia Intensiva - CTI do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi -HGG participam de treinamento voltado para qualidade da água utilizada no tratamento de pacientes em diálise. Dentro da unidade de saúde, existe um espaço destinado à filtragem especial da água potável que chega até à unidade, a fim de garantir a segurança durante a infusão do líquido em pacientes renais. Como a qualidade é de extrema importância nesse tipo de procedimento, é preciso que um membro da equipe assistencial avalie e libere seu uso no cotidiano. Nesse sentido, profissionais do HGG e de instituições parceiras realizam treinamentos contínuos a fim de garantir a realização dessas avaliações diárias e a continuidade segura dos tratamentos em andamento.

Poliany Kassia da Silva, gerente do Cead/Cesesp, lembra que a água usada no dia a dia da população contém certa quantidade de cloro e outras substâncias que não podem existir no cotidiano da hemodiálise, por isso a necessidade de sistemas de filtragem por osmose na unidade de saúde. “O objetivo é remover todos os contaminantes clínicos, sejam bactérias, toxinas, ou qualquer coisa que possa causar dano à saúde do paciente que está fazendo hemodiálise”, sintetizou, destacando o avanço que surge com a recente implantação de testes digitais para qualidade da água.

Enaile Souza Gonçalves, enfermeira oncologista do Centro de Serviços Especializados - Cesesp, reforça a necessidade do monitoramento da água utilizada nos pacientes renais, cumprindo inclusive obrigação imposta pela legislação federal. “Temos que olhar todos os dias, duas vezes ao dia, se o pH está neutro, e verificar se não está indo cloro para a água, para podermos fazer hemodiálise corretamente”, explicou.

“Na UTI, lidamos diretamente com os pacientes em processo de diálise diária, e essa hemodiálise é imprescindível para a sobrevida desse paciente”, compartilhou Vladimir Sena, enfermeiro intensivista da unidade. Para ele, a formação continuada é indispensável, já que os conhecimentos aplicados na assistência estão em constante evolução. “Estamos em constante aprendizagem”, concluiu.




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