14/04/2026 - Após mais de 100 dias internada, paciente do HGG recebe alta e emociona equipe com história de superação



Vítima de um grave acidente de trânsito, Lidiane Coutinho foi submetida a sessões de oxigenoterapia hiperbárica

A alta hospitalar da administradora Lidiane Coutinho, de 39 anos, foi marcada por emoção, gratidão e um sentimento coletivo de vitória no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG, em Goiânia. Após 116 dias de internação, a paciente deixou a unidade na última quarta-feira, 08 de abril, celebrando não apenas o retorno para casa, mas a superação de um grave acidente de trânsito e de um longo processo de recuperação.

Lidiane foi vítima de um acidente em novembro do ano passado, em Anápolis, quando foi atingida por uma carreta. Em decorrência da gravidade dos ferimentos, precisou passar por amputação de um dos membros inferiores. Após os primeiros atendimentos no Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana), ela foi transferida para o HGG, onde deu continuidade ao tratamento.

Durante a internação, a paciente foi submetida a um tratamento inovador pelo Sistema Único de Saúde (SUS): a oxigenoterapia hiperbárica. O procedimento, realizado em clínica especializada e custeado pelo SUS, utiliza oxigênio puro em alta concentração para acelerar a cicatrização de tecidos, estimular a formação de novos vasos sanguíneos e reduzir infecções.

De acordo com o sub-diretor da clínica médica do HGG, Rafael Hoshino, o uso da terapia foi decisivo para a evolução do quadro clínico. “Trata-se de uma indicação com evidência robusta, que contribuiu para a melhora do prognóstico e para a redução do tempo de internação”, destacaram os profissionais envolvidos no acompanhamento.

A técnica é utilizada em diversas situações clínicas, como queimaduras, infecções graves, anemias e lesões decorrentes de radioterapia, sendo uma importante aliada em casos complexos como o de Lidiane.

Ao longo da internação, a paciente também recebeu acompanhamento multiprofissional, fundamental para sua recuperação integral. Antes de deixar o hospital, ela fez questão de registrar, em carta, o agradecimento à equipe. “Fui muito bem acolhida por uma equipe excelente. Deixo aqui toda a minha gratidão”, escreveu.

A despedida foi marcada por homenagens e pelo reconhecimento mútuo entre paciente e profissionais. Para a tia de Lidiane, a dona de casa Sandra de Castro, o momento representa um recomeço. Lidiane retorna para casa, em Anápolis, onde seguirá em reabilitação, com acompanhamento especializado e apoio dos familiares.

Determinada, ela encara o futuro com otimismo: “Perdi a perna, mas não perdi a vida. Quero viver bem cada etapa”, finalizou.




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