O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo inaugura nesta terça-feira, 14 de abril, às 10h, o primeiro Centro de Processamento Celular (CPC) da rede pública de saúde goiana. O novo serviço, instalado no Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz, será responsável em coletar, manipular e processar células essenciais para o Transplante de Medula Óssea. Com um investimento de mais R$ 660 mil, o CPC do Hemocentro terá capacidade mínima de 60 transplantes por mês.
O secretário de estado da saúde, Rasivel Santos destaca que Goiás passa a ter o segundo Centro de Processamento Celular da rede pública do Centro-Oeste e o 9º do país. “A nova estrutura representa um salto significativo na oferta de terapias avançadas. Estamos ampliando a capacidade de atendimento na área oncológica e garantindo maior segurança e eficiência nos processos assistenciais e laboratoriais”, disse.
O secretário lembra que o investimento simboliza uma economia. “Até então, tínhamos que pagar ao setor privado para realizar este trabalho. Agora, todo o paciente do SUS que precisar realizar o transplante de medula óssea, terá suas células coletadas pelo CPC do Hemocentro”, ressaltou.
O espaço conta com equipamentos de última geração, como freezers de -80°C, centrífugas refrigeradas, cabines de segurança biológica e sistemas de controle rigorosos, todos qualificados e validados conforme normas brasileiras vigentes.
A diretora técnica da Rede Hemo, Ana Cristina Novais explica que a implantação do CPC é resultado de um trabalho iniciado em 2023, que envolveu planejamento técnico, estrutural e científico. Ao longo desse período, foram definidos fluxos e capacitações foram realizadas.
Ela destaca ainda que o espaço conta com que há de mais moderno em relação à tecnologia. “O CPC de Goiás conta com um sistema informatizado inédito, que integra as áreas de hemoterapia e terapia celular ao prontuário eletrônico do paciente. Isso assegura rastreabilidade, segurança da informação e maior eficiência na gestão dos processos”, afirmou.
Durante sua estruturação, o serviço contou com acompanhamento da Vigilância Sanitária Municipal de Goiânia e recebeu visitas institucionais de órgãos federais, como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) I e o Sistema Nacional de Transplantes, que contribuíram com orientações técnicas e validação das práticas adotadas.
Parceria com o HGG
A partir de agora, o Hemocentro amplia o suporte oferecido aos pacientes do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG, unidade de referência no atendimento aos pacientes que necessitam deste tipo de procedimento pelo SUS.
Responsável por contribuir com a distribuição de hemocomponentes que o paciente necessita durante o processo do transplante, o Hemocentro passa, a partir de agora, a atuar de forma integrada com o HGG. Através do CPC, as unidades diminuirão custos, desde o processamento, à assistência ao paciente.
A integração vai garantir mais agilidade, segurança e qualidade em cada etapa do tratamento.
Além do HGG, o Centro de Processamento Celular estará disponível para atender outras unidades da rede pública, e também da privada.