O Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (Sesmt) do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG realiza um ciclo de palestras sobre prevenção de riscos com produtos químicos. A iniciativa, que é realizada de forma itinerante nos diversos setores da unidade, foi levada nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, às equipes da Central de Material e Esterilização (CME). Durante a atividade, foram abordados riscos de exposição, protocolos de segurança, o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e procedimentos em caso de emergências.
A capacitação foi direcionada aos profissionais que atuam diretamente com produtos como o glutaraldeído e o ácido peracético, empregados nos processos de desinfecção e esterilização de materiais hospitalares. “Tratamos das situações de derramamento, de exposição química e dos diferentes tipos de intoxicação, tanto a aguda, que é percebida imediatamente, quanto a crônica, que pode surgir após anos de exposição e é mais difícil de identificar”, destacou o técnico em segurança do trabalho, Helder Rodrigo Correia.
Ele ressaltou ainda a importância do acesso e da leitura das Fichas de Dados de Segurança (FDS), que reúnem informações detalhadas sobre composição, riscos, medidas de proteção e condutas em caso de contato com pele, olhos ou inalação. “É fundamental que todos tenham o mínimo de conhecimento sobre os produtos químicos com os quais trabalham. Existem processos, ferramentas e equipamentos de proteção que reduzem significativamente os riscos, mas é preciso saber utilizá-los corretamente”, afirmou.
Durante a palestra, também foram reforçadas orientações práticas para situações de acidente. Segundo o técnico, ao identificar um derramamento que fuja ao controle do colaborador, a primeira medida deve ser o isolamento imediato da área. “É preciso se paramentar adequadamente antes de qualquer intervenção. Em caso de vítima, a orientação é remover a pessoa para um local arejado e garantir a própria segurança antes de prestar socorro. Se eu não me proteger, posso me tornar mais uma vítima e dificultar ainda mais o atendimento”, explicou.
De acordo com o técnico em segurança do trabalho, a ação faz parte das estratégias preventivas adotadas na unidade. “Quando trabalhamos de forma preventiva e replicamos essas orientações, em caso de exposição ou sinistro, as pessoas já têm noção de como agir. Existem exemplos em outras unidades, inclusive repercutidos na mídia nacional, em que a falta de informação levou à interação química indevida, com necessidade de evacuação de áreas e remoção de pacientes. Nosso objetivo é justamente evitar que situações assim aconteçam aqui”, concluiu.