12/02/2026 - Palestra no CEAD orienta sobre complicações relacionadas ao diabetes



Encontro reforçou a importância do controle glicêmico e do autocuidado para prevenir complicações cardiovasculares, renais e oftalmológicas associadas à doença

O Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (Cead) do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG promoveu, no dia 10 de fevereiro, uma palestra sobre as complicações associadas ao diabetes e como evitá-las. Entre os principais problemas relacionados estão as doenças cardiovasculares, doenças renais, neuropatia, retinopatia, cegueira e o pé diabético, condições que podem comprometer significativamente a qualidade de vida quando não há controle adequado da glicemia.

Durante o encontro, profissionais da equipe multiprofissional reforçaram que o diabetes é uma doença crônica que exige acompanhamento contínuo, adesão ao tratamento medicamentoso, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e monitoramento frequente dos níveis de glicose no sangue.

A tutora da Residência Multiprofissional em Endocrinologia, Luciana Luz, explicou que o descontrole glicêmico ao longo dos anos pode causar lesões progressivas nos vasos sanguíneos, desencadeando complicações em diferentes órgãos. “O paciente que convive com diabetes, ele tem algumas complicações quando acontece o mal controle ou mesmo ao longo dos anos. Esse açúcar elevado no sangue faz com que haja uma lesão nos vasos de maneira geral. Com o tempo, esses vasos são danificados e, a partir disso, surgem complicações secundárias, como a nefropatia diabética, os problemas cardiovasculares e a retinopatia diabética”, destacou.

Luciana também orientou os pacientes a ficarem atentos aos sinais de alerta que podem indicar descompensação da doença. “É importante reconhecer sintomas como tontura, suor frio, mal-estar. Às vezes, o familiar percebe um hálito diferente, porque existe uma complicação da hiperglicemia chamada cetoacidose diabética. O paciente pode sentir vontade de desmaiar, o coração acelerar. Também é preciso observar se está com dificuldade para urinar, se está mais inchado ou com a visão embaçada.”

A técnica de enfermagem Marilda Pimentel, de 42 anos, diagnosticada há seis anos com diabetes, relatou que a conscientização mudou sua postura diante da doença. “Eu era um pouco desleixada, não importava muito, mas a partir do momento que eu fiquei sabendo que era diabética, comecei a me cuidar mais. Inclusive com essa palestra agora, para mim foi um aprendizado muito bom mesmo, principalmente a respeito do problema dos rins, que eu já tenho. Então, para mim já foi um grande aprendizado.”

Paciente do CEAD há oito anos, a aposentada Marly Aparecida, de 73 anos, também destacou a importância das orientações. “Eu fico de olho, porque eu já tive retinopatia. Então achei interessante a palestra, alerta muita coisa.”




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