16/01/2026 - Pacientes internados no HGG participam da primeira Oficina de Arte de 2026



Projeto voluntário de arte reforça compromisso da unidade com a humanização do tratamento

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG renova constantemente seu compromisso com a humanização do tratamento através da arte. Nesta terça-feira, 13 de janeiro, os pacientes internados na unidade e seus acompanhantes participaram de oficina de pintura com o artista plástico Alexandre Liah. Com pincéis e tintas em mãos, os artistas de primeira viagem colocam seus sentimentos nas telas. A arte entra como poderosa ferramenta no tratamento, garantindo benefícios tanto para saúde física quanto para a saúde mental.

A tela de Patrícia Fernandes, paciente de 35 anos que estava internada há três dias, chamou a atenção de todos. Dois elos de correntes se entrelaçam na pintura. “Meu pai me ensinou e disse que foi a mãe dele que havia ensinado, e eu também ensinei para os meus filhos. É um desenho que fazemos na nossa família, mas não sei muito bem o porquê”, compartilhou a inspiração. Por fim, Patrícia reforça a importância da oficina de arte para seu tratamento: “lá dentro, no quarto, a gente fica pensando no problema que a gente tem, então é muito bom isso aqui, muda a mente”.

Ansiosa pela alta médica, Conceição Pereira da Cruz, de 57 anos, diz que o contato com a arte foi revigorante. “Eu estou aqui há mais de uma semana, cansada, quando vi que teria pintura, logo me animei”, compartilhou. Ela conta que sempre teve vontade de ser pintora de telas, mas nunca tinha tido a oportunidade. “Quando eu trabalhava numa locadora, eu desenhava pelo computador, como num jogo, mas pintar na tela mesmo é a primeira vez”, afirmou aos risos.

Liah explica que as oficinas de arte já fazem parte do cotidiano do hospital, que exibe obras dos seus pacientes nos corredores da unidade. “É uma forma dos pacientes deixarem sua marca no HGG, contarem um pouco da sua história”, contou. No Jardim da Solistência, o artista plástico mostra orgulhoso algumas das pinturas daqueles que passaram pela oficina. “Dona Terezinha gostava de plantas, Dona Maria produziu seis telas aqui conosco…”, compartilhou Liah.



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