O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), assumirá gestão e regulação dos hospitais próprios, na cidade de Goiânia, a partir de outubro. A decisão foi aprovada em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) no mês de setembro. Com a mudança, a SES terá a gestão da regulação de consultas, exames, cirurgias eletivas e internações do componente denominado de urgência do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG.
Para continuar o processo de migração, o HGG recebeu na última segunda-feira, 27 de setembro, uma equipe da SES para reunião. Durante o encontro, ficou definido que as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) liberadas previamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS) para execução no HGG, serão encaminhadas para a SES, para que seja realizada uma triagem e cadastramento dos pacientes no sistema estadual.
De acordo com a responsável pela Gerência de Regulação de Cirurgias Eletivas da SES, Carita Cristina Margarida Figueiredo de Castro, após esta análise, todas as AIHs serão devolvidas gradualmente, conforme a capacidade cirúrgica da unidade de saúde. "Serão os primeiros pacientes a serem acolhidos pela regulação estadual, em relação às cirurgias eletivas", afirma a gerente. Segundo ela, a triagem prévia teve início no dia 27 de setembro. "Ainda permaneceram no HGG uma boa quantidade de AIHs autorizadas que serão executadas no mês de outubro", enfatiza Carita.
Rafael Nakamura, diretor-técnico interino do HGG, afirma que a gestão da regulação pelo Estado, não muda nada para o paciente. "Com a mudança, as cirurgias eletivas do HGG continuam sendo executadas da mesma forma, não havendo alteração nenhuma para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Espera-se que o processo entre a emissão e o retorno da AIH seja mais rápido, pois as cirurgias eletivas só podem ser realizadas após a autorização ", afirma o médico.
Nakamura enfatiza que as cirurgias que serão realizadas no mês de outubro comtemplam todas as especialidades médicas oferecidas pelo HGG. "Para virarmos esta chave para este novo modelo de regulação, não poderíamos ficar parados, sem pacientes para operar. As AIHs que permaneceram no hospital correspondem à produção estimada do mês de outubro", finaliza.