Foi só ouvir a música no corredor que a paciente Maria Reni da Silva, 50 anos, quis logo saber o que era. Moradora da zona rural de Itauçu, Maria dispensa as novas tecnologias de um smartphone, mas conta que percorreu todos os corredores do Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG apreciando os quadros que estão dispostos nas paredes. "É bonito demais, você vê que Deus dá um dom para cada filho. Tem quem pinta quadros, outros, como essa moça que canta tão bonito que a gente até esquece que está no hospital", diz. A paciente, que já está internada desde o último dia 19 de maio, fez questão de agradecer o carinho e o cuidado que todos têm tido com ela. "Desde que vim pra cá, parei de fumar, aí a gente fica ansiosa e sente fome toda hora, e aqui tem cada coisa gostosa, é café, almoço, lanche , merenda, tudo muito bom", conta.
Na ala de transplantes, a paciente Chirlene dos Santos, 37 anos, moradora de Goiânia, está pela terceira vez no Hospital Estadual Alberto Rassi, e agora, com a certeza que voltará para casa com um rim novo. A paciente, que convivia com a doença renal desde os 19 anos, fez um transplante de rim no último dia 22 de maio. "Foram 17 anos fazendo hemodiálise, tentei outros dois transplantes que não deram certo, mas dessa vez eu vim confiante porque outras conhecidas já haviam feito o procedimento aqui no HGG e correu tudo bem. Eu tinha uma referência, e agora é ter fé em Deus que vai dar tudo certo daqui para frente", disse.
Internada há 19 dias, Chirlene não vê a hora de voltar para casa, mas agradece o atendimento de todos os profissionais da unidade. "Quando o médico me disse que vou continuar recebendo acompanhamento de endocrinologista aqui do HGG eu fiquei feliz, porque eu conheço esse hospital, sei que ele referência no atendimento de transplantados renais, e sei do quanto tenho sido bem tratada por todos desde que fui internada", afirma. Ela também elogiou o sarau e parabenizou Elda pelo voluntariado.
Colega de trabalho de Elda, foi Lucimeire Nunes, 30 anos e estudante de enfermagem, que indicou a amiga para apresentação. Carinhosamente como é chamada no hospital, Lu já atua há cinco anos na unidade e sempre acompanha as apresentações, até que um dia resolveu falar da vontade de Elda de cantar para os pacientes. "Ela tem uma voz muito linda e sabia que ela queria cantar. Hoje é uma alegria saber que a Elda está cantando para os pacientes e levando um pouquinho mais de acolhimento para quem precisa", disse.
Elda também falou da satisfação de ter a oportunidade de cantar para os pacientes, mesmo de de forma virtual. "Eu tenho o prazer de proporcionar um pouco de leveza aos pacientes e aos colaboradores que estão na linha de frente nessa pandemia, através da música". Para equipe do HGG uma coisa é certa, querem ver a colega cantando ao vivo em breve na unidade.