O Dia Mundial do Rim é comemorado sempre na segunda quinta-feira feira do mês de março e o tema deste ano é "Vivendo bem com a doença renal". O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG é referência no atendimento à pacientes com doenças renais crônicas. A unidade de saúde sempre realizou uma ação específica para a data, o Saúde na Praça. No entanto, devido a pandemia da covid-19, a atividade está suspensa.
De acordo com a chefe do Serviço de Nefrologia do HGG, Cibelle Barbosa, o objetivo da data é de conscientizar e orientar o paciente com doença renal crônica (DRC) quanto aos sintomas, para que possa participar, de forma mais efetiva, na rotina da vida cotidiana. "Nossa intenção é mostrar que os pacientes com tratamento adequado eles conseguem se manter fora da diálise e do transplante renal", ressalta a médica.
Cibelle afirma que a ideia é mostrar para os pacientes que, quando eles estão em uma fase que os rins já não funcionam mais, ainda há outras formas de tratar a doença. "Quando eles precisam fazer a terapia renal substitutiva, existem as opções de hemodiálise e o transplante renal, que é uma proposta terapêutica. Não é a cura da patologia, mas é um tratamento. "
As principais doenças que acometem os rins são hipertensão arterial, diabetes tipo 1 e 2, além de outras patologias, como glomerulopatias, que são doenças específicas para os rins, doenças renais secundárias a como os cálculos renais de repetição. "Infecções urinárias de repetição podem gerar doença renal crônica, uso abusivo de anti-inflamatório também. Quando não tratados adequadamente podem gerar doença renal crônica", comenta.
Cibelle dá exemplo de alguns sintomas relacionados às doenças renais, tais como enjoo, vômito, perda de peso e apetite, sonolência, confusão mental, inchaço, descontrole da pressão arterial, e, em alguns casos, diminuição da quantidade de urina. "O paciente pode ter falta de ar por causa do líquido que vai para os pulmões e o paciente pode entrar em coma, insuficiência respiratória aguda, com necessidade de intubação em alguns casos. "
A médica enfatiza que é preciso debater a doença renal nas suas várias formas, pois ela é silenciosa e o quanto mais cedo detectar a doença, melhor. "Existem exames acessíveis para a população, como os de ureia e creatinina (que são exames de sangue) e o exame de urina simples. Esses exames, junto com uma boa história clínica, podem fazer a detecção precoce e esse paciente ser encaminhado o quanto antes para o acompanhamento com especialistas", finaliza Cibelle.