A equipe da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo participou, na manhã do dia 31 de março, de mais uma edição da Reunião Científica. Com o tema "Elementos essenciais para a elaboração de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido", os colaboradores aprenderam sobre um passo determinante para aprovação de projetos de pesquisa envolvendo participação humana pelos comitês de ética em pesquisa de todo o país. O encontro faz parte de uma formação continuada proposta pela Diretoria de Ensino e Pesquisa a fim de estimular a produção ativa de conteúdo científico no contexto do Hemocentro de Goiás.
“Hoje nós falamos do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e do Termo de assentimento Livre e Esclarecido (TALE), documentos fundamentais para a condução de qualquer pesquisa que envolva coleta e divulgação de dados de pessoas”, sintetizou Ana Paula de Araújo, gerente do Laboratório de Análises Clínicas do Hemocentro de Goiás e a responsável pela formação desta terça-feira. “A função desses termos de consentimento é proteger tanto o participante da pesquisa quanto o próprio pesquisador”, afirmou. Ela, que também é membro do Comitê de Ética e Pesquisa do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG, afirma que qualquer erro no preenchimento do TCLE e do TALE (este voltado para menores de idade ou participantes com alguma deficiência cognitiva ou de entendimento) pode paralisar a apreciação dos projetos.
A gerente da Unidade de Coleta e Transfusão da Rede Hemo em Porangatu, Pollyanna Silva, compartilhou sua experiência com a submissão de projetos na Plataforma Brasil, destacando a importância da atenção a documentos como o TCLE. “Em caso de erros nesse termo, a pesquisa só será reavaliada na reunião seguinte do comitê, o que pode gerar um atraso de até um mês no andamento do estudo”, compartilhou. “A cada encontro na Reunião Científica sinto que estou aprendendo mais, ampliando meus conhecimentos e reacendendo minha motivação”, concluiu.
Cirlane Silva Ferreira, que atua como biomédica no Hemocentro Coordenador há quatro anos, explica que existem vários projetos potenciais sobre análises clínicas no contexto do Hemocentro de Goiás. Um exemplo compartilhado por ela é o do Sr. Odair, paciente que precisa de sangue raro. “O desenvolvimento de um estudo de caso baseado nesse paciente pode servir como alerta para o país inteiro sobre a necessidade de se encontrar doadores com fenótipos raros no Brasil”, sintetizou a importância do compartilhamento do cotidiano do trabalho da Rede Hemo através do meio científico.